Participantes

Andrés Aizicovich

Argentina

(1985, Buenos Aires, Argentina)

El rincón de los parlantes pode ser compreendida como uma plataforma artística e social que pretende dar voz a todos os que estiverem interessados em utilizar o microfone aberto como um dispositivo para manifestar, informar, ensinar ou, simplesmente, ouvir o outro.
Pregações religiosas, ateliê de oratória, narrações biográficas, demarcação, leitura de textos das vanguardas históricas, colaborações de artistas, anúncios de achados e perdidos, falas experimentais, e muitas outras formas de enunciados, eis o que se poderá encontrar nestas quatro plataformas triangulares de madeira, cada qual conectada a um alto-falante. Proposição que tem por princípio a horizontalização dos discursos em espaços culturais e públicos. Todos esses tipos de envolvimento não desempenham o mesmo papel na prática discursiva: não implicam a verdade ou a idealidade do discurso, mas sim um dispositivo no qual pessoas de diferentes horizontes podem cruzar discursos, eles mesmos contrastantes ou ofuscantes entre si.
Andrés Aizicovich nos pergunta: quem fala? O que falar? Como falar em público? O que é público? Tais modalidades de enunciação são, também, manifestações de dispersão nos planos da fala e do status quo do artista, uma vez que o canto dos alto-falantes ressoará das diversas posições que se pode ocupar ou receber quando o discurso passa a ser determinado pela dispersão do sujeito e pela sua descontinuidade em relação a si mesmo.

El rincón de los parlantes can be understood as an artistic and social platform aimed at giving voice to all those who are interested in using the open microphone as a device for manifesting, informing, teaching, or simply listening to the other.
Religious preaching, a studio of oratory, biographical narrations, demarcation, a reading of texts of the historical vanguards, collaborations of artists, announcements of lost and found items, experimental speeches, and many other forms of utterances are what can be found on these four triangular wooden platforms, each connected to a loudspeaker. This proposition is founded on the horizontalization of discourses in cultural and public spaces. All of these sorts of involvement do not play the same role in discursive practice: they do not imply the truth or idealness of the discourse, but are rather a device in which people from different horizons can cross discourses, which are contrastive or blinding in regard to each other.
Andrés Aizicovich asks us: Who speaks? What to say? How to speak in public? What is the public? These modes of utterance are also manifestations of scattering in the intents of the speech and of the status quo of the artist, since O Canto dos Alto-Falantes will resonate from different positions that one can occupy or receive when the discourse is determined by the scattering of the subject and by one’s discontinuity in relation to oneself.

Kamilla Nunes

Obras do artista