Participantes

Rodrigo Torres

Brasil

(1981, Rio de Janeiro, Brasil)

Soberano, escultura em recorte de cédulas de dinheiro, instaura um novo caminho de pesquisa na produção do artista Rodrigo Torres. A obra realizada especialmente para esta ocasião traz, por suas grandes dimensões, a experimentação do espaço expandido, convertendo o trabalho, que há alguns anos é desenvolvido pelo artista, em uma grande paisagem. Um mapa panorâmico de um novo Estado, onde é possível reconhecer visualmente fauna e flora, construções, transportes, planos urbanos, além de pessoas e seus afazeres cotidianos —, muito similar a cartografias antigas, algumas delas encontradas em mirantes turísticos para identificação geográfica. Contudo, este mundo imaginado por Torres tem o dinheiro como reino soberano, não possuindo qualquer outra forma de linguagem ou relação entre indivíduos. O capital e a mais valia são as regras básicas de conduta social, lucro e propriedade privada, esperança de futuro. Um lugar onde números e elementos comuns aos das cédulas flutuam no ar, entre as pessoas, os animais e a arquitetura de forma tão natural, da mesma forma que as cores semelhantes às da palheta monetária são incorporadas a tal ambiente. Poderia um sistema econômico se reverter em sentido de vida? Poderia Soberano ser uma sincera representação do Capitalismo?

 

Soberano [Sovereign], a sculpture made with cutouts from paper money, instates a new path of research in the production of artist Rodrigo Torres. The large dimensions of this artwork, made especially for this occasion, involve an experiment with expanded space, converting this work, which has been under development by the artist for some years now, into a large landscape. It is a panoramic map of a new state, where it is possible to visually recognize flora and fauna, buildings, vehicles, urban planning, as well as people in their daily activities – very similar to old maps, as sometimes found at scenic lookouts as an aid to identifying the surrounding geography. But this world imagined by Torres has money as a sovereign kingdom, not possessing any other sort of language or relationship between individuals. Capital and asset value are the basic rules for social conduct, profit and private property, a future hope. A place where numbers and elements like those on the banknotes float in the air, among the people, the animals and the architecture in a completely natural way, just as the colors similar to the monetary palette are incorporated in that environment. Could an economic system become a meaning for life? Could Soberano be a sincere representation of capitalism?